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O seu Corpo: essa casa onde você não mora

September 14, 2017

 

 

"Nesse instante, esteja onde você estiver, há uma casa com seu nome. Você é o único proprietário, mas faz tempo que perdeu as chaves. Por isso, fica de fora, só vendo a fachada. Não chega a morar nela. Essa casa, teto que abriga suas mais recônditas e reprimidas lembranças, é o seu corpo.

"Se as paredes ouvissem..." Na casa que é o seu corpo, elas ouvem. As paredes que tudo ouviram e nada esqueceram são os músculos. Na rigidez, crispação, fraqueza e dores dos músculos das costas, pescoço, diafragma, coração e também do rosto e do sexo, esta escrita toda a sua história, do nascimento até hoje.

Sem perceber, desde os primeiros meses de vida, você reagiu a pressões familiares, sociais, morais. "Ande assim. Não se mexa. Tire a mão daí. Fique quieto. Faça alguma coisa. Vá depressa. Onde vai você com tanta pressa...?" Atrapalhado, você dobrou-se como pode. Para conformar-se, você se deformou. Seu corpo de verdade - harmonioso, dinâmico e feliz por natureza - foi sendo substituído por um corpo estranho que você aceita com dificuldade, que no fundo você rejeita."

A finalidade de um trabalho de conscientização corporal, é o tipo de trabalho onde a gente gasta tempo e esforço. Não se trata de um trabalho industrial. O que fazemos é longo e difícil, porque mesmo se parece que é apenas uma parte que precisa de tratamento, devemos cuidar do corpo como totalidade. É um trabalho que exige toda a atenção e força física, pois os músculos resistem. Eles também adquirem maus hábitos. E além de tudo, é preciso ter muita força moral. Trabalhamos contra a maré de doutrinas e práticas errôneas, porém aceitas, que resistem a qualquer prova que lhes demonstre a inexatidão. O objetivo do trabalho é de tornar o indivíduo autônomo, dono de seu corpo. Mas, para conquistar essa independência, ele precisa tornar-se consciente da organização dos próprios movimentos. Precisa conhecer-se a si mesmo e aceitar a responsabildade de conhecer-se melhor que a ninguém. Senão vai sempre procurar a autoridade fora de si: no médico, no remédio, no tratamento. Pode ser que ele até se revolte contra essas autoridades a quem conferiu o poder, que ele tente se libertar, mas não vai conseguir. Nunca mais o próprio corpo lhe pertencerá , se ele não se decidir a tomar posse dele.

"Essa visão do corpo, cuja saúde depende da distribuição equilibrada da energia, é o oposto da perspectiva ocidental, onde o corpo é compartimentado, cada "casa" ficando a cargo de um especialista diferente (inclusive a "casa" que falta).

Se durante a sessão semanal de trabalho, o terapeuta soube orientar bem o corpo, preparar-lhe um novo terreno propício ao desenvolvimento, o corpo vai obedecer ao bom impulso e, sozinho, evolui naturalmente no sentido adequado. Salvo se a pessoa tem medo, se a responsabilidade da independência e da maturidade a amedronta a tal ponto, que ela mesma acaba sabotando o seu progresso.

Resumindo, esse trabalho propõe fazer Escultura com material humano."

O CORPO TEM SUAS RAZÕES - Thérèse Bertherat/ Carol Bernstein.

 

 

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