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Olho e entendo primeiro a mim, para olhar e entender você

February 16, 2018

Já ouvi muita gente falar que esse tal de autoconhecimento é “meio egoísta e centralizador”, e a explicação que usam, é porque estamos sempre olhando para a gente mesmo, tendo uma visão mais interiorizada, e esquecendo de olhar ao redor.

 

Faz sentido, mas geralmente quem fala isso, acaba evitando o caminho do autoconhecimento, justamente por essa e outras explicações.

 

A proposta desse texto, não é de te convencer a seguir por esse caminho, e muito menos te fazer mudar de idéia de seus argumentos, mas como uma buscadora de mim mesma desde pequena, me sinto no direito de explicar o porquê de sempre seguir buscando e olhando para dentro.

 

O autoconhecimento me proporciona um contato comigo que vai muito além de olhar apenas para mim. Ao olhar para dentro não vejo só a mim, mas as pessoas ao meu redor, desde quem me deu origem, até as pessoas que vivem comigo no meu dia-a-dia, e que trocam experiências.

 

Olhar para dentro gera empatia, porque vamos até a possibilidade emocional mais profunda e sentimos tudo o que pudermos sentir, compreendendo o próximo.

 

Esse misto de sentimentos, varia desde sentimentos confortáveis e aconchegantes, até a mais profunda dor e sofrimento por entrar em contato com algo em nós que não concordamos, ou não queremos aceitar.

 

Temos luz e sombra convivendo juntas dentro desse “receptáculo” que chamamos corpo. Ao mesmo tempo que posso demonstrar atitudes afetivas, gentis e delicadas, tenho também uma outra face onde um monstro bem feio e cheio de maldades, malícias e atitudes inferiores se mostra, e me auto conhecer faz com que eu entenda a existência dele, respeite-o e saiba entender quando ele vem querendo aparecer, porque é muito importante que eu não abafe ou exclua essa característica que faz parte da dualidade de meu ser.

 

A partir do momento que eu crio total afinidade com os “seres” que vivem dentro de mim, entendo como devo cuidar, aconchegar, educar e respeitar cada uma dessas personalidades, e tendo domínio e controle sobre os limites delas, consigo entender quem sou eu verdadeiramente.

 

Então volto lá para o início desse texto, onde meu argumento principal é: “Olho e entendo primeiro a mim, para olhar e entender você”, e o que quero dizer com isso, é que, conhecendo a mim e sabendo tudo o que tenho dentro de mim e tudo o que posso expressar como reação de muitos contextos emocionais em minha vida, também conheço você, e posso entender as suas reações frente a qualquer experiência vivida por você, e que eu já possa ter vivido, e se não a mesma, talvez uma semelhante. Essa ação gera a empatia já comentada anteriormente, pois se senti em mim, posso entender como você se sente quando você passa por essa situação ou por situação semelhante, e assim sei respeitar sua dor, sua atitude ou o que quer que você sinta sobre isso.

 

O caminho do autoconhecimento, é um caminho complexo, intenso e cheio de experiências interessantes, e quando ele nos proporciona não só entender a nós mesmos, mas compreender o próximo com carinho e compaixão, o olhar para muitas situações rotineiras, mudam, gerando um movimento mais acolhedor e de não julgamento, apenas entendendo que cada um age com o que tem, com o que viveu e com o que aprendeu, e saber disso dá paz, porque ai sim paramos de pensar de forma egocêntrica, e saímos da posição de julgador, crítico ou vítima.

 

Afinal, quem somos nós para pensar algo do outro ou dizer o que o outro deve ou não fazer, se dentro da gente também tem um lado frágil, que se deixarmos, pode facilmente errar no mesmo erro que um dia viemos a criticar?

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